sexta-feira, 11 de junho de 2010

Repent

Porque every girl's gotta dream a little.
Porque é tipo a imaginação. Porque é humano, e animal, e instintivo.
Porque eu sei que não vou fazer nada disso no final. Eu sei o que eu quero mais, e o que vale e o que não vale a pena. Mas é legal usar a imaginação de vez em quando. Sim.
É inocente. Eu sou inocente. Não é um plano diabólico para enganar as pessoas. É a imaginação correndo solta, leve e livre, sem compromissos, sem a realidade. Ou a realidade corre paralela.
Porque está tudo bem, e gosto do que eu tenho, e quero continuar assim. Mas I'm aloud a little imagination, n'est pas?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

instinto animal

Sonhei com quatro homens da minha vida. O número 2, doce, cujo coração quebrei há muito tempo. O número 3, louco, que quebrou meu coração há muito tempo. Aquele que é um desejo secreto, fetiche, que nem eu entendo, e que nunca toquei (infelizmente), e o amor atual, de agora e sempre. Foi como se a vida passasse na minha frente. Foi como a morte. Flashes. E estou começando a perdoar. Começando a perdoar o número 3 por ter quebrado meu coração, e começando a perdoar, bem vagarosamente, a mim mesma por ter quebrado o coração do número 2.

Mas aquele desejo secreto continua. É uma sensação bem peculiar, não sei se todo mundo, ou todas as mulheres, sentem isso. É uma espécie de "eu preciso ter aquele sapato vermelho". Só que é "eu preciso ter aquele cara. Nem que seja uma mísera vez". É uma espécie de loucura, um desejo incontrolável. Fico feliz por ele ser direcionado, pelo menos (porque é ruim sentir desejo aleatório durante a aula de história da arte). Mas é difícil. Porque existem empecilhos: eu namoro e amo meu namorado, o cara é bem mais velho, nós não temos contato, não existe nem uma relação entre nós. E ele não tem facebook pra eu saciar meu desejo sendo stalker (ou desistir de uma vez depois de ver aquelas fotos horríveis ou algo do tipo). Haha.

Meu deus. É difícil essa coisa de ser humana. Além de ter que lidar com todas essas coisas humanas, sociais, etc, ainda tem que lidar com o lado animal. Ui.

E daí eu fico tentando bolar estratagemas na minha cabeça. Como eu poderia encontrá-lo? O melhor seria numa festa. O melhor seria com álcool por perto. Como no meu sonho. Vinho. E eu nem precisei dizer nada. Só coisas inócuas, e ele já percebeu. E me agarrou. Não é bom quando acontece assim? Sem travas? Mas acho que vai demorar, talvez até alguns anos. E eu não gostaria de chamar ele para sair. Não. O que eu quero é one night stand. Ou two. Mas sem relacionamento, sem sair em público. O que eu quero é uma coisa privada, entre quatro paredes. Deus me ajude.


segunda-feira, 22 de março de 2010

Back to Black

Então eu voltei. Voltei. Porque as pitangas voltaram, e voltaram forte. Porque eu não sei mais o que fazer.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A hard rain's a-gonna fall

E tudo aconteceu muito rápido. Relativamente rápido. Foi um processo rápido, que está lentamente culminando em uma decisão. Mas em um curto período de tempo.

Talvez seja a tiróide, ou o trabalho. Talvez seja depressão, ou uma outra doença desconhecida. Talvez seja só preguiça.

Aconteceu que começou um novo semestre, agosto bonito e brialhante esperando por coisas novas. Bom, coisas novas estão acontecendo. Meu inferno astral chegou ao fim, combinando com o começo de agosto, o começo de um novo semestre. Novas aulas, novas expectativas. 22 anos, novinhos em folha. Uma nova página.

E as aulas começaram a acontecer, e o trabalho que era integral virou meio período. E era fácil acordar quando precisava dirigir só 20 minutos. Acordar às 8, levantar com calma, chegar no trabalho às 9. O sol já estava lá.

Mas nunca foi fácil acordar às 6 da manhã, com frio e sem sol. E dirigir por uma hora para chegar na aula às 7:30. Talvez eu simplesmente não esteja tão interessada assim em assistir aulas. Mas poxa, não é só uma faculdade, não são só aulas. Eu quero viver dessa matéria, é o que quero para minha vida. Arte.

Mas não deu. E agosto foi passando, e eu fui pingando uma vez ou outra aparecendo na faculdade. E setembro começou, e eu já não podia faltar mais. E não deu. Não está dando. Não deu.

Hoje acordei às 7:45 e descobri que tudo bem. Estou acordada. Mas nem fodendo que vou dirigir across town sob esse tempo horroroso, ficar mais de uma hora dentro do carro, para assistir a essa aula. No way. E isso, isso sim está sendo uma escolha. Uma decisão. Escolha. Consciente. Minha.

É um processo longo, mas os dias passam muito rápido. E de repente a decisão está se formando (ou talvez seja só eu, que demore um tempo para me acostumar - e ela talvez já esteja feita há muito tempo, a decisão).

E de repente eu estou aqui, sozinha, às 10 da manhã. Acordada há duas horas, sem coragem de ir para a faculdade. Decidindo que assim não dá para continuar, que vou ter que finalmente tomar essa decisão, e mudar as coisas.

And it rains and rains.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Stupid Bitch

Menininhas estúpidas. Como é legal ser loucona, como é legal ficar retardada. Vadias estúpidas. Menininhas retardadas. Vão se foder.

domingo, 29 de março de 2009

Haha!

Porque as coisas nem sempre têm que ser tão ruins. Porque eu fiquei brava e triste e um pouco humilhada e bom, fodida, no final. Mas as coisas não têm que ser sempre tão ruins.

Porque eu estava tão brava pelo sexo sem beijo, e por ter chorado. E então algo inesperado aconteceu e então foi bom eu ter chorado. Sim, foi bom. Porque quando eu chorei eu percebi o que era aquilo que eu realmente queria. E eu percebi aquilo que eu realmente sou.
Que eu não sou pedra.

E então o inesperado se tornou quase inacreditável e então eu me tornei livre. E então agora eu posso ser chata, porque o inerperado é chato, e então nós podemos ser livres. Juntos.

E então todos foram felizes para sempre.

(& everything's juuust fine)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sorry

Então, amor, você sabe que eu pitango. (it's been so long since I last..)
Eu pitango, sempre, pitango. E dissemino a pitangação comigo mundo afora. A fora. Mas é meu. EU. Pitango. A rainha da pitangueira podre. Pode me chamar. Sou eu. Auto-intitulada.
Mas convenhamos, todos sempre temos motivos para pitangar. Todos nós que tiramos um tempinho para pensar a respeito, nós sempre temos algo para pitangar. Quase sempre. Quase. É. Sempre.

*

Porque eu chorei na frente dele. Porque eu disse que eu não faço mais essas coisas. Bem alcólatra, não faço, não faço, NÃO FAÇO. Não mais. Essa não sou eu. Não sei como foi acontecer. Eui trepo com as pessoas no banheiro e vou embora feliz sem pensar em mais nada nem ninguém. Eu saio dos apartamentos toscos em lugares legais e compro uma pílula do dia seguinte na farmácia, sozinha, firme e forte, e engulo. Eu engulo tudo. Eu não ligo, não penso, eu sou forte. E eu não choro mais na frente das pessoas.
Então não sei como isso foi acontecer. Porque eu não faço mais essas coisas.
Mas aconteceu. E eu fiz. Eu sofri, e pensei, e senti, e chorei. E não é culpa minha, eu disse, não é culpa minha. Você sabe que não é. Eu não planejei nada disso. Não é culpa minha e eu não sei como foi acontecer.
Mas aconteceu. E eu surtei. E eu gritei. E eu soquei. E eu chorei. Na frente. Várias vezes. Eu chorei litros. E não adiantou nada.
E quando eu perguntei porque não ia ficar tudo bem, ele não respodeu. E ele não me beijou. E agora eu sou uma puta arrasada. Sexo sem beijo. Porque não vai ficar tudo bem. Porque ele não gosta de mim.
Porque eu gosto dele. E eu não sei como isso foi acontecer.