Então, amor, você sabe que eu pitango. (it's been so long since I last..)
Eu pitango, sempre, pitango. E dissemino a pitangação comigo mundo afora. A fora. Mas é meu. EU. Pitango. A rainha da pitangueira podre. Pode me chamar. Sou eu. Auto-intitulada.
Mas convenhamos, todos sempre temos motivos para pitangar. Todos nós que tiramos um tempinho para pensar a respeito, nós sempre temos algo para pitangar. Quase sempre. Quase. É. Sempre.
*
Porque eu chorei na frente dele. Porque eu disse que eu não faço mais essas coisas. Bem alcólatra, não faço, não faço, NÃO FAÇO. Não mais. Essa não sou eu. Não sei como foi acontecer. Eui trepo com as pessoas no banheiro e vou embora feliz sem pensar em mais nada nem ninguém. Eu saio dos apartamentos toscos em lugares legais e compro uma pílula do dia seguinte na farmácia, sozinha, firme e forte, e engulo. Eu engulo tudo. Eu não ligo, não penso, eu sou forte. E eu não choro mais na frente das pessoas.
Então não sei como isso foi acontecer. Porque eu não faço mais essas coisas.
Mas aconteceu. E eu fiz. Eu sofri, e pensei, e senti, e chorei. E não é culpa minha, eu disse, não é culpa minha. Você sabe que não é. Eu não planejei nada disso. Não é culpa minha e eu não sei como foi acontecer.
Mas aconteceu. E eu surtei. E eu gritei. E eu soquei. E eu chorei. Na frente. Várias vezes. Eu chorei litros. E não adiantou nada.
E quando eu perguntei porque não ia ficar tudo bem, ele não respodeu. E ele não me beijou. E agora eu sou uma puta arrasada. Sexo sem beijo. Porque não vai ficar tudo bem. Porque ele não gosta de mim.
Porque eu gosto dele. E eu não sei como isso foi acontecer.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Conspiração
Tem uns dias em que a gente surta. Em que a gente precisa saír, e beber horrores, e dançar, e se acabar, e descobrir novas peles, novos mundos. Tem uns dias em que a gente tem vontade de gritar até acabar a voz, até acabar a garganta, até arranhar, até sangrar. Tem uns dias em que nada adianta, nada, uns dias em que parece não haver solução. Tem uns dias em que parece que o mundo está conspirando contra a gente. Mas não. Talvez o problema seja só nosso, mesmo.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
Morfina
É difícil ficar de pé. Ando pela casa, o corpo dobrado delicadamente em dois. Minha barriga dói, meu coração dói. A ressaca bate e sinto ânsia de vômito, mas não por causa do álcool que eu bebi. Pelas pitangas que eu tive que engolir na noite passada, por todas as pitangas que eu chorei, por esse encosto que não me sai de perto nunca, nunca, nunca.
Essa manhã de sábado tem o cheiro pior do que as minhas velhas manhãs de terça. Essa manhã de sábado tem gosto de morte. Talvez eu não devesse ter parado no segundo Jack. Talvez eu devesse ter continuado, sempre em frente, até não sentir mais nada. Mas na verdade eu sei que o que eu preciso mesmo é morfina.
Essa manhã de sábado tem o cheiro pior do que as minhas velhas manhãs de terça. Essa manhã de sábado tem gosto de morte. Talvez eu não devesse ter parado no segundo Jack. Talvez eu devesse ter continuado, sempre em frente, até não sentir mais nada. Mas na verdade eu sei que o que eu preciso mesmo é morfina.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Mentira
CookSensor é uma mentira no meu microondas, mentira! Aposto que ele não sente nada, nada, nada. Que nem eu.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Fine.
Na verdade não está tudo bem. It's not fine. It's always fine, but really, it's never fine. Não está tudo bem. Porque você vem e me diz da outra garota que você pode escolher e depois some. A garota do histórico longo e conturbado. Aposto que foi ela que te deu um pé. Mesmo que você tenha concordado na hora. E agora que ela te liga na tarde de domingo, você me diz que está confuso, que precisa pensar. Que gostou de mim mas que sua cabeça roda. Não existe resposta certa. Não existe a pessoa do seu destino. Você faz o seu destino.
E eu sei que você sempre pode escolher a outra. Todo mundo sempre pode escolher a outra, e eu também tenho as minhas perturbações. Mas eu já resolvi esse problema, no fim de semana passado. Eu dormi na casa dele e descobri que já chega, que eu não aguento mais. E ele também já não aguentava mais. Eu espero.
Mas você vem e me conta da menina do histórico. A temida ex-namorada de sempre. E bem quando eu tinha escolhido você. Mesmo que só tenham sido duas vezes, mesmo que já faça bastante tempo (porque três semanas são bastante tempo). Mesmo que a gente more longe, e que você queira colocar nomes esquisitos nos seus filhos. Mesmo que você fale de filhos e de Córdoba e dessas coisas meio assustadoras nas quais a gente supostamente não deveria pensar quando acaba de conhecer alguém.
E daí eu fico aqui sozinha sem ouvir de você, me sentindo realmente idiota por ainda pensar em você. Fico pensando se eu deveria lutar, mas lutar por o quê? Pela possibilidade de te conhecer? Pelo que pode ser? Parece estúpido. Parece estúpido mas eu não consigo pensar em outra coisa.
Porque foram duas vezes legais. Porque você resmunga. Porque você é chato e então eu posso ser chata e nós podemos ser livres. Porque você gosta de ler. Porque você escreve. Porque no final das contas nós dois queremos fazer arte. Porque eu tive essa sensação de que você pensa e sente como eu, e eu preciso saber se isso é verdade. Porque você ficou uma hora comigo esperando o ônibus. Porque você é bonito. Porque eu me diverti. Porque eu ainda lembro do sol batendo na sua cara quando você saiu da minha casa naquela manhã de domingo.
Mas você pode escolher a outra. E eu sei que você sempre pode escolher a outra, seja quem ela for, seja quem você for. Só que normalmente a gente não pensa nisso, na outra. Em todas as outras do universo. E agora isso é uma possibilidade real e eu penso nela. E isso me faz sentir realmente idiota, porque eu sinto falta de falar com você. Eu sinto falta daquilo que ainda não aconteceu de verdade. Merda.
E eu sei que você sempre pode escolher a outra. Todo mundo sempre pode escolher a outra, e eu também tenho as minhas perturbações. Mas eu já resolvi esse problema, no fim de semana passado. Eu dormi na casa dele e descobri que já chega, que eu não aguento mais. E ele também já não aguentava mais. Eu espero.
Mas você vem e me conta da menina do histórico. A temida ex-namorada de sempre. E bem quando eu tinha escolhido você. Mesmo que só tenham sido duas vezes, mesmo que já faça bastante tempo (porque três semanas são bastante tempo). Mesmo que a gente more longe, e que você queira colocar nomes esquisitos nos seus filhos. Mesmo que você fale de filhos e de Córdoba e dessas coisas meio assustadoras nas quais a gente supostamente não deveria pensar quando acaba de conhecer alguém.
E daí eu fico aqui sozinha sem ouvir de você, me sentindo realmente idiota por ainda pensar em você. Fico pensando se eu deveria lutar, mas lutar por o quê? Pela possibilidade de te conhecer? Pelo que pode ser? Parece estúpido. Parece estúpido mas eu não consigo pensar em outra coisa.
Porque foram duas vezes legais. Porque você resmunga. Porque você é chato e então eu posso ser chata e nós podemos ser livres. Porque você gosta de ler. Porque você escreve. Porque no final das contas nós dois queremos fazer arte. Porque eu tive essa sensação de que você pensa e sente como eu, e eu preciso saber se isso é verdade. Porque você ficou uma hora comigo esperando o ônibus. Porque você é bonito. Porque eu me diverti. Porque eu ainda lembro do sol batendo na sua cara quando você saiu da minha casa naquela manhã de domingo.
Mas você pode escolher a outra. E eu sei que você sempre pode escolher a outra, seja quem ela for, seja quem você for. Só que normalmente a gente não pensa nisso, na outra. Em todas as outras do universo. E agora isso é uma possibilidade real e eu penso nela. E isso me faz sentir realmente idiota, porque eu sinto falta de falar com você. Eu sinto falta daquilo que ainda não aconteceu de verdade. Merda.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Alright, mate
Tem dias em que está tudo bem. Você se sente talvez um pouquinho doente, os nós nos seus cabelos te perturbam de leve. Mas está tudo bem, porque o sol saiu finalmente e nem o frio te derruba hoje. Dias em que seu estômago embrulhado pode ser facilmente esquecido, e todos os seus problemas parecem muito pequenos porque afinal você está vivo, e se sente vivo, e está com vontade de continuar a viver. Tem dias em que você sabe que vai chorar.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Estilo Nutshell Slut
Ressaca moral é culpa católica e ninguém me convence do contrário.
Pedi trégua e não ganhei, foda-se eu posso ser bitch se tiver que aguentar essas coisas ainda. Mas puta merda, morreu pra mim.
Fui bitch sem precisar, não sei, acho que foi o calor do momento. Porque eu não ia deixar aquela 14-year-old pegar meu homem - mesmo que ele não seja o meu homem. Hahaha. Foi bom dançar no meio da sala, saí com a impressão de que eu realmente deveria voltar a fazer isso com maior freqüência. Morri no momento em que abri meus olhos, a cama já não estava mais abarrotada (mas de quê adianta, se você está morrendo?). Olhos esses grudadíssimos como nunca antes, e ainda tive que me eqüilibrar nos saltos sob aquele sol radiante que me cegava. Consegui descer as escadas, mas só porque fui escorada nas paredes. Acordei com 21 anos naquele pulgueiro, meu deus, aquele suco de laranja horrível. Eu deveria ter ficado só nos cigarros, eu sei. Não faz bem comer depois de encharcar tanto.
Ressaca moral é culpa católica. Porque eu sei que vou continuar sendo uma puta, eu sei que vou continuar sendo aquela lunática. Tudo bem, é isso o que eu chamo de diversão. Não dá pra ficar sentindo essa maldita culpa toda vez que eu for livre, toda vez que eu fizer e disser tudo sem restrições. Ressaca moral é culpa católica, sejamos bonzinhos e tementes à Deus, não caio mais nessa. Me daxem paz.
Pedi trégua e não ganhei, foda-se eu posso ser bitch se tiver que aguentar essas coisas ainda. Mas puta merda, morreu pra mim.
Fui bitch sem precisar, não sei, acho que foi o calor do momento. Porque eu não ia deixar aquela 14-year-old pegar meu homem - mesmo que ele não seja o meu homem. Hahaha. Foi bom dançar no meio da sala, saí com a impressão de que eu realmente deveria voltar a fazer isso com maior freqüência. Morri no momento em que abri meus olhos, a cama já não estava mais abarrotada (mas de quê adianta, se você está morrendo?). Olhos esses grudadíssimos como nunca antes, e ainda tive que me eqüilibrar nos saltos sob aquele sol radiante que me cegava. Consegui descer as escadas, mas só porque fui escorada nas paredes. Acordei com 21 anos naquele pulgueiro, meu deus, aquele suco de laranja horrível. Eu deveria ter ficado só nos cigarros, eu sei. Não faz bem comer depois de encharcar tanto.
Ressaca moral é culpa católica. Porque eu sei que vou continuar sendo uma puta, eu sei que vou continuar sendo aquela lunática. Tudo bem, é isso o que eu chamo de diversão. Não dá pra ficar sentindo essa maldita culpa toda vez que eu for livre, toda vez que eu fizer e disser tudo sem restrições. Ressaca moral é culpa católica, sejamos bonzinhos e tementes à Deus, não caio mais nessa. Me daxem paz.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Ha Ha Ha
Porque me sentir bem é a melhor coisa numa manhã ensolarada. E uma pequena provocaçãozinha não faz mal a ninguém. Não faz mal a mim, pelo menos. Hahaha. Feeling good about myself, indeed, babe.
Meu amigo Jack me ajudou. Minha coragem me ajudou. Aquela merda que eu disee que queria longe para sempre me ajudou. Yeah, babe. Every little thing is indeed alright. Porque eu sofro as minhas pitangas, beleza. Mas depois de um tempo, depois de uma certa quantidade de substâncias no sangue também, nada faz mais diferença. E você fica livre para, uhm, vamos limpar a garganta e pensar melhor, mas não, não tem jeito. Você fica livre para zoar as pessoas. Miss mockery. I got me a mockingbird, mocking bird, mockingbird. I got me a mockingbird, she mocked me all night long. É, essa sou eu. Mocking bird. Feliz da vida por ter sido forte o suficiente. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Porque o filho da puta começou a noite pitangando da falta de amores dele. E eu acabei a noite dizendo hahaha. Porque agora eu sei que eu posso ser só uma menininha, e com orgulho porque é isso mesmo e é a única forma e é assim que tem que ser. E eu sei que você, por mais que tente esconder, é só um menino também. Um menino comum, que tem os seus heróis e etc. hahaha. Agora eu sei o seu segredo de morte. E eu descobri sozinha. E eu me sinto tão bem...
Meu amigo Jack me ajudou. Minha coragem me ajudou. Aquela merda que eu disee que queria longe para sempre me ajudou. Yeah, babe. Every little thing is indeed alright. Porque eu sofro as minhas pitangas, beleza. Mas depois de um tempo, depois de uma certa quantidade de substâncias no sangue também, nada faz mais diferença. E você fica livre para, uhm, vamos limpar a garganta e pensar melhor, mas não, não tem jeito. Você fica livre para zoar as pessoas. Miss mockery. I got me a mockingbird, mocking bird, mockingbird. I got me a mockingbird, she mocked me all night long. É, essa sou eu. Mocking bird. Feliz da vida por ter sido forte o suficiente. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Porque o filho da puta começou a noite pitangando da falta de amores dele. E eu acabei a noite dizendo hahaha. Porque agora eu sei que eu posso ser só uma menininha, e com orgulho porque é isso mesmo e é a única forma e é assim que tem que ser. E eu sei que você, por mais que tente esconder, é só um menino também. Um menino comum, que tem os seus heróis e etc. hahaha. Agora eu sei o seu segredo de morte. E eu descobri sozinha. E eu me sinto tão bem...
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Negação
Acordada às 4:30 da manhã, doente, morrendo. Todo o frio e a dor e o enjôo, essa náusea que nunca vai embora realmente e que talvez, no fundo, seja culpa minha e de mais ninguém. Morrendo, às quatro e meia da manhã sozinha. Em casa, cuidando para não fazer barulho, um pouco difícil com toda a tosse e o tédio.
Não consigo mais dormir durante a noite, é uma merda, e meu nariz escorre. E é lógico que tem a ver com Bukowski, é lógico. Que me faz mal mas também me consola um pouco, quer dizer, pode ser uma merda pra todo mundo.
E então nada faz muito sentido, que é que eu estou fazendo aqui? Às vezes parece que todas as possibilidades mais remotas de algum dia me sentir feliz e em paz não existem mais (mas acreditar realmente nisso seria a morte). E não existem tantas opções. Trabalhar, me conformar, me anestesiar ainda mais (e cada agulhada que mais tarde provocará essa anestesia antes provoca uma dor do cacete e me arranca um pedacinho da pele. Vou acabar com feridas ainda mais feias e pútridas do que aquelas que eu tenho no couro cabeludo). Ou posso morrer como uma hippie rebelde, uma sonhadora que nunca cresceu (essa infantilidade que com o tempo se torna imbecilidade), e ser enterrada como uma louca, e qual terá sido a diferença então?
Mas o negócio é que eu sei que no fundo estou me esquecendo da coisa mais importante, mas afinal eu nunca me esqueço disso. E é por isso mesmo que eu me fodo. Sempre.
Não consigo mais dormir durante a noite, é uma merda, e meu nariz escorre. E é lógico que tem a ver com Bukowski, é lógico. Que me faz mal mas também me consola um pouco, quer dizer, pode ser uma merda pra todo mundo.
E então nada faz muito sentido, que é que eu estou fazendo aqui? Às vezes parece que todas as possibilidades mais remotas de algum dia me sentir feliz e em paz não existem mais (mas acreditar realmente nisso seria a morte). E não existem tantas opções. Trabalhar, me conformar, me anestesiar ainda mais (e cada agulhada que mais tarde provocará essa anestesia antes provoca uma dor do cacete e me arranca um pedacinho da pele. Vou acabar com feridas ainda mais feias e pútridas do que aquelas que eu tenho no couro cabeludo). Ou posso morrer como uma hippie rebelde, uma sonhadora que nunca cresceu (essa infantilidade que com o tempo se torna imbecilidade), e ser enterrada como uma louca, e qual terá sido a diferença então?
Mas o negócio é que eu sei que no fundo estou me esquecendo da coisa mais importante, mas afinal eu nunca me esqueço disso. E é por isso mesmo que eu me fodo. Sempre.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Like Whores on Tequila
Callie: Did anyone ever think you two were a couple?
Meredith: No, because we screw boys like whores on tequila.
Cristina: Then we either try to marry them or drown ourselves.
Callie: Huh.
Meredith: No, because we screw boys like whores on tequila.
Cristina: Then we either try to marry them or drown ourselves.
Callie: Huh.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Falando pra mim mesma pra você pra ele para nós.
Eu não costumo me arrepender das coisas. Mesmo que elas sejam uma merda e eu leve uns foras e reclame. Mesmo que eu passe por menininha third grade. Eu não costumo me arrepender das coisas. E é engraçado, mas acho que boa parte das pessoas não percebe isso. Mas é assim que é. Eu vivo, eu faço merda, eu não me arrependo. Eu até me orgulho das merdas que eu faço, às vezes. Porque se eu me arrepender, estarei fodida. Se eu me arrepender, não vou mais conseguir saír da cama. A dor vai voltar mais forte, o enjôo vai voltar mais violento. Vou sentir náusea. Vou sentir tristeza, vou sentir tanta vergonha que não vou conseguir ficar de pé, olhar pra frente. Não. Então eu nunca me arrependo das coisas.
Antes eu costumava não pensar nelas, depois de feitas. Costumava tentar evitar. Passou a ressaca, passou a lembrança. Mas acho que estou ficando bem mais madura agora. Talvez não bem mais, mas um pouco mais, sim, eu gostaria de pensar. E agora as coisas acontecem, e eu vivo, e depois eu lembro, e elas continuam por perto (porque eu não tento esquecer) e é bom. E no final eu até queme orgulho, sim. Não dos feitos extraordinários, mas de ter vivido. E de estar conseguindo lidar com elas. Agora eu aproveito a vida, pelo menos estou um passo mais perto de realmente aproveitar a vida.
Então é isso. Só precisava pensar nisso, e deixar registrado que foi bacana, que tudo é bacana, mas que dessa vez foi bacana, e que eu não me arrependo nem um pouco, e que eu me lembro do que eu disse e continua sendo verdade (não é só porque estou sóbria agora que vai deixar de ser), e que eu sou complicada e que finalmente (este ano) começo a entender que eu sou mesmo complicada. Mas você já sabe. É, você já me conhece. Haha.
Antes eu costumava não pensar nelas, depois de feitas. Costumava tentar evitar. Passou a ressaca, passou a lembrança. Mas acho que estou ficando bem mais madura agora. Talvez não bem mais, mas um pouco mais, sim, eu gostaria de pensar. E agora as coisas acontecem, e eu vivo, e depois eu lembro, e elas continuam por perto (porque eu não tento esquecer) e é bom. E no final eu até queme orgulho, sim. Não dos feitos extraordinários, mas de ter vivido. E de estar conseguindo lidar com elas. Agora eu aproveito a vida, pelo menos estou um passo mais perto de realmente aproveitar a vida.
Então é isso. Só precisava pensar nisso, e deixar registrado que foi bacana, que tudo é bacana, mas que dessa vez foi bacana, e que eu não me arrependo nem um pouco, e que eu me lembro do que eu disse e continua sendo verdade (não é só porque estou sóbria agora que vai deixar de ser), e que eu sou complicada e que finalmente (este ano) começo a entender que eu sou mesmo complicada. Mas você já sabe. É, você já me conhece. Haha.
sábado, 21 de junho de 2008
O evento mais comentado dos últimos tempos.
Uma empada e dois pães de batata. Correria, polícia federal, avaliação. Depois álcool, babe, muito álcool. Amigos. Depois risadas de bêbado, cerveja na roupa, cambalear. Foi divertido. Depois haha, diversão recreativa casual no banco de trás.
Nada como encher a cara.
Uma empada e dois pães de batata. Correria, polícia federal, avaliação. Depois álcool, babe, muito álcool. Amigos. Depois risadas de bêbado, cerveja na roupa, cambalear. Foi divertido. Depois haha, diversão recreativa casual no banco de trás.
Nada como encher a cara.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Quero Morre
Merda de frio do cacete. Minha garganta já está arranhando. Meu corpo doendo. Porque você sabe, nos dias mais frios... E eu me sinto sozinha. É isso, pronto. Por mais que eu tenha amigos, família, o mocinho ensolarado, cachorro, gato, Virgínia Woolf e Bukowski. Eu me sinto sozinha. E eu sempre que me sinto assim fico pensando que não, eu tenho Virgínia Woolf. Que vai ficar tudo bem porque eu tenho dois edredons. Mas não é verdade. Não vai ficar tudo bem.
Outro dia eu comecei a usar um pingente de ferradura e não deu certo. Vou ter que apelar para o terço também. Porque de repente começou mesmo a dar tudo errado. E daí eu paro e fico pensando se não é meio negativo ficar pensando que tá tudo dando errado. E tento pensar que vai ficar tudo bem. Mas é mentira.
Outro dia eu comecei a usar um pingente de ferradura e não deu certo. Vou ter que apelar para o terço também. Porque de repente começou mesmo a dar tudo errado. E daí eu paro e fico pensando se não é meio negativo ficar pensando que tá tudo dando errado. E tento pensar que vai ficar tudo bem. Mas é mentira.
domingo, 8 de junho de 2008
mas, babe, por você...
Tem cada coisa besta que a gente vive. Tudo bem, eu já sabia. Mas só fui descobrir de verdade hoje, o quanto, dirigindo na saída do lugar bonito, no caminho de deixar a amiga na liberdade. Descobri que o que eu escrevi é verdade. Que eu estou mesmo ficando louca, que (como eu já sabia mas não queria admitir), eu não estava mesmo pronta. Que babe, por você eu topo qualquer coisa. Se você quiser só se divertir, ótimo. Era a idéia. Mas eu sei que você não quer, que quer fingir que é um cara sério, então, babe, tá bom pra mim. Eu posso tentar ser uma garota séria. E eu sou mesmo uma menina, uma menininha demais que não sabe bem o que quer. Mas eu sei que eu quero você. E isso é mais ou menos a maior declaração de amor que você já ouviu na sua vida. Só que você não ouviu..
Então estou aqui amargurando, solitária. Quase voltei lá hoje, às 5 e meia da manhã, pra ver se por acaso você não estava parado lá na frente. Meu plano era estacionar o carro em qualquer lugar, saltar, mergulhar. E te dizer oi. E depois não sei, mas era isso. Porque eu sou menina demais, a mina louca da balada, imagino, e é isso o que nós, meninas demais loucas da balada, fazemos. Nós babamos e ficamos de quatro. Nós pensamos em voltar atrás e ver se você não estava lá parado solitário.
Mas essa noite você não estava solitário, estava obstinado. Nem me viu, ou fingiu não me ver. Porque eu sou só uma menina que não sabe o que quer. Mas na real, babe, eu topo o que você quiser.
Então estou aqui amargurando, solitária. Quase voltei lá hoje, às 5 e meia da manhã, pra ver se por acaso você não estava parado lá na frente. Meu plano era estacionar o carro em qualquer lugar, saltar, mergulhar. E te dizer oi. E depois não sei, mas era isso. Porque eu sou menina demais, a mina louca da balada, imagino, e é isso o que nós, meninas demais loucas da balada, fazemos. Nós babamos e ficamos de quatro. Nós pensamos em voltar atrás e ver se você não estava lá parado solitário.
Mas essa noite você não estava solitário, estava obstinado. Nem me viu, ou fingiu não me ver. Porque eu sou só uma menina que não sabe o que quer. Mas na real, babe, eu topo o que você quiser.
domingo, 4 de maio de 2008
Muito Menina
Então eu agora sou uma mulher corajosa. Não. Uma menina, muito menina, corajosa. Uma menina muito menina corajosa que não sabe exatamente o que quer. Que quer tudo, que quer viver e sentir e se divertir. Mas que no final sas contas não sabe mesmo muito bem o que quer. Mas que sabia quem. Mas agora já era, vai dorme. Pelo menos eu serei amiga. E corajosa. E menina, muito menina.
É claro que ainda vai doer, mas é meio comédia humana também. Hey, Lloyd. É, mas na verdade estou intermitente assim. Assim hey, Lloyd, I'm ready to be heartbroken, 'causa I can't see further than my own nose at this moment. Mas tudo bem, porque eu sou corajosa. Cachorrada grande total, de vez em quando, mas corajosa, isso é inegável.
É meio ridículo porque eu decidi, escolhi, um dia, por nenhum motivo muito concreto (exceto os óbvios, que não são muito suficientes). E agora conseqüências. Mas é bom, agora tudo bem. Agora eu posso continuar.
*
Depois de algumas garrafas e doses, pedras de gelo, goles de bebidas doces de menina (será que quando eu entrei você resolveu beber um drink a mais?). Depois de vomitar a alma (HAHA), falar na cara, pitangar até a morte. Depois de conversar ok, de babar, de olhos brilhando (os meus). Depois de dirigir emburrada e brava, e depois devagar, morrendo, escorada na porta. Depois de doer de rir, tetesto, e das ironias da vida. Depois de soltar os clichês de bêbado mais clichês (eu tinha que chegar nessa fase em algum momento da minha vida, afinal). Depois de me lamentar, e me resolver, e me lamentar outra vez. Depois disso tudo eu cheguei em casa, esquentei uma sopinha e dormi feliz, até escrevi uma música. E o melhor de tudo é que a sopinha me ajudou tanto na ressaca. Nas ressacas.
É claro que ainda vai doer, mas é meio comédia humana também. Hey, Lloyd. É, mas na verdade estou intermitente assim. Assim hey, Lloyd, I'm ready to be heartbroken, 'causa I can't see further than my own nose at this moment. Mas tudo bem, porque eu sou corajosa. Cachorrada grande total, de vez em quando, mas corajosa, isso é inegável.
É meio ridículo porque eu decidi, escolhi, um dia, por nenhum motivo muito concreto (exceto os óbvios, que não são muito suficientes). E agora conseqüências. Mas é bom, agora tudo bem. Agora eu posso continuar.
*
Depois de algumas garrafas e doses, pedras de gelo, goles de bebidas doces de menina (será que quando eu entrei você resolveu beber um drink a mais?). Depois de vomitar a alma (HAHA), falar na cara, pitangar até a morte. Depois de conversar ok, de babar, de olhos brilhando (os meus). Depois de dirigir emburrada e brava, e depois devagar, morrendo, escorada na porta. Depois de doer de rir, tetesto, e das ironias da vida. Depois de soltar os clichês de bêbado mais clichês (eu tinha que chegar nessa fase em algum momento da minha vida, afinal). Depois de me lamentar, e me resolver, e me lamentar outra vez. Depois disso tudo eu cheguei em casa, esquentei uma sopinha e dormi feliz, até escrevi uma música. E o melhor de tudo é que a sopinha me ajudou tanto na ressaca. Nas ressacas.
sábado, 3 de maio de 2008
Falando Enrodado
Amanheceu uma manhã ótima. Super ensolarada. Ma-ra-vi-lho-sa. De dar raiva. Muita raiva. chega a dar ódio. Porque ontem estava tão frio e ruim, e então entramos nesse humor frio e ruim, e agora super gostoso. Não é o que esperava, puta frustração. Dirigindo de volta às 9 da manhã, bêbada. Ensolarado, os olhos quase grudando. Sorte que estou me tornando uma mulher forte o suficiente pra falar na cara (ou pelo menos bêbada o suficiente): não, cara, agora eu vou pra minha casa, sozinha, sofrer um pouco. Depois você me liga se quiser. Anotaí meu telefone.
E é muito verdade que os homens estão se tornando menininhas. E eu dando de cara com o poste, tudo bem, é o álcool. Tá, mais ou menos tudo bem. Mas de qualquer forma, os homens menininhas. Tipo dois convites pra "ficar em casa assistindo filme nesse tempo ruim". Ótimo, adoro. Mas talvez agora eu queira ficar em casa assistindo filme nesse tempo ruim sozinha. Ou pintar. Não quero ser esnobe, nem cruel nem nada. Mas o negócio é que os homens super menininhas. E eu vou realmente me interessar só pelos que não estão nem aí, lógico.
Mas agora tem o sol, o maldito sol, gostoso. Sol de outono, o friozinho e o sol. Bom pra beber vinho debaixo do cobertor (e então eu vou lembrar do ex/alcoólatra, lógico). Não sei o que quero. Na real, sei. Mas adoraria querer não querer o que eu quero, e querer o que eles querem e curtir. Mas..
Penélope Alcoólatra, chorando suas pitangas. Estou tão feliz com a minha recém-adquirida liberdade. De saír, ir pra onde eu quiser, sozinha, na hora em que eu quiser. Conhecer pessoas, dizer que quero ir pra casa e ir, sofrer, sozinha (na verdade nem é tão sofrimento; é mais maneira de dizer). A liberdade. Aprendendo a ser livre, usufruir da minha liberdade. É realmente legal.
Nossa, é verdade. Talvez eu seja mesmo meio alcoólatra. Mas é ok. Bêbada e feliz, às quase 10 da manhã, depois de viver um pouco, e continuando a viver, mais e mais. É.
E é muito verdade que os homens estão se tornando menininhas. E eu dando de cara com o poste, tudo bem, é o álcool. Tá, mais ou menos tudo bem. Mas de qualquer forma, os homens menininhas. Tipo dois convites pra "ficar em casa assistindo filme nesse tempo ruim". Ótimo, adoro. Mas talvez agora eu queira ficar em casa assistindo filme nesse tempo ruim sozinha. Ou pintar. Não quero ser esnobe, nem cruel nem nada. Mas o negócio é que os homens super menininhas. E eu vou realmente me interessar só pelos que não estão nem aí, lógico.
Mas agora tem o sol, o maldito sol, gostoso. Sol de outono, o friozinho e o sol. Bom pra beber vinho debaixo do cobertor (e então eu vou lembrar do ex/alcoólatra, lógico). Não sei o que quero. Na real, sei. Mas adoraria querer não querer o que eu quero, e querer o que eles querem e curtir. Mas..
Penélope Alcoólatra, chorando suas pitangas. Estou tão feliz com a minha recém-adquirida liberdade. De saír, ir pra onde eu quiser, sozinha, na hora em que eu quiser. Conhecer pessoas, dizer que quero ir pra casa e ir, sofrer, sozinha (na verdade nem é tão sofrimento; é mais maneira de dizer). A liberdade. Aprendendo a ser livre, usufruir da minha liberdade. É realmente legal.
Nossa, é verdade. Talvez eu seja mesmo meio alcoólatra. Mas é ok. Bêbada e feliz, às quase 10 da manhã, depois de viver um pouco, e continuando a viver, mais e mais. É.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Pitangueira
Eu e as minhas pitangas. Pobres das meninas, forçadas a ouvir minhas lamúrias intermináveis, repetitivas. Tudo poderia ter sido resumido em três frases. Pobre do moço do pastel, acho que ele ficou com pena. Sentiu meu drama e me deu pastel de vento pra me fazer calar a boca. Toda noite é legal e divertida, mas toda noite tem que ter algum acontecimento do qual eu me arrependo (ou não seria eu). E devo confessar que dessa vez foram as minhas pitangas.
E o pior é que é irônico. Um moço que partiu meu coração disse que eu pensava demais. E eu não tinha pensado nisso até aquele momento, mas depois comecei a pensar e é verdade: eu penso demais. Penso demais nas minhas pitangas, e me esqueço de viver. Porque não dá pra pensar e viver ao mesmo tempo. Dá pra viver e ter idéias. Mas não pensar, pensamento linear, como eu penso nas pitangas. Não.
E o pior é que é irônico. Um moço que partiu meu coração disse que eu pensava demais. E eu não tinha pensado nisso até aquele momento, mas depois comecei a pensar e é verdade: eu penso demais. Penso demais nas minhas pitangas, e me esqueço de viver. Porque não dá pra pensar e viver ao mesmo tempo. Dá pra viver e ter idéias. Mas não pensar, pensamento linear, como eu penso nas pitangas. Não.
Porquinho-da Índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-india foi a minha primeira namorada.
Bandeira
*
E anteontem eu fui o porquinho-da-india.
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-india foi a minha primeira namorada.
Bandeira
*
E anteontem eu fui o porquinho-da-india.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
O Fruto Proibido
É. Talvez seja só porque eu não posso ter. Estilo a-grama-do-vizinho-é-sempre-mais-verde. Não, não é exatamente isso. É mais estilo garota mimada, mesmo. Vamos falar francamente. Talvez eu só queira porque é justamente o que eu não posso ter. talvez seja um desses truques que a gente faz consigo mesmo sem saber, um mecanismo de defesa para driblar os meus medos e as minhas fraquezas. Querer o que eu não posso ter. Porque se eu conseguir, será heróico. E se eu não conseguir, será uma merda, claro, naturalmente. Mas ao mesmo tempo não vai ser tão ruim assim, porque afinal estava fora do meu alcance. E eu sou uma reles mortal por enquanto.
Ok, infame. Mas continuando. É meio como começar pelo mais difícil. Porque aí, se você errar, se não der certo, tudo bem. Porque afinal você começou pelo mais difícil. Agora errar o mais fácil já é outra coisa. Muito mais frustrante.
Então cá estou eu, desejando aquilo que não posso ter. O famigerado fruto proibido. Adão e Eva eram mesmo uns mimados, eu posso falar com conhecimento de causa, depois dessa. E o que fazer a respeito? Nada. Porque uma garota deve ter um mínimo de self-respect (respeito próprio, não é?). É uma questão de dignidade, que naturalmente vai goela abaixo com alguns goles a mais de álcool. Mas enquanto eu estiver sóbria, é uma questão de dignidade. Porque eu não quero parecer tão desesperada quanto eu me sinto.
Porcaria. Eu não sou o que você pensa. E o que é isso é o que eu gostaria de saber. E eu realmente gostaria de saber. Gostaria tanto que continuo pensando a respeito. Continuo ouvindo os gritinhos e gemidos. Continuo lembrando em flashbacks de todas as merdas que a perda momentânea da minha finesse deixou escapar pela minha boca. Lembrando. De tudo aquilo que não aconteceu, e daquele quase nada que realmente aconteceu. Maldito fruto.
Ok, infame. Mas continuando. É meio como começar pelo mais difícil. Porque aí, se você errar, se não der certo, tudo bem. Porque afinal você começou pelo mais difícil. Agora errar o mais fácil já é outra coisa. Muito mais frustrante.
Então cá estou eu, desejando aquilo que não posso ter. O famigerado fruto proibido. Adão e Eva eram mesmo uns mimados, eu posso falar com conhecimento de causa, depois dessa. E o que fazer a respeito? Nada. Porque uma garota deve ter um mínimo de self-respect (respeito próprio, não é?). É uma questão de dignidade, que naturalmente vai goela abaixo com alguns goles a mais de álcool. Mas enquanto eu estiver sóbria, é uma questão de dignidade. Porque eu não quero parecer tão desesperada quanto eu me sinto.
Porcaria. Eu não sou o que você pensa. E o que é isso é o que eu gostaria de saber. E eu realmente gostaria de saber. Gostaria tanto que continuo pensando a respeito. Continuo ouvindo os gritinhos e gemidos. Continuo lembrando em flashbacks de todas as merdas que a perda momentânea da minha finesse deixou escapar pela minha boca. Lembrando. De tudo aquilo que não aconteceu, e daquele quase nada que realmente aconteceu. Maldito fruto.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Os Camafeus
Então. Eu sou uma grande música, inspiradíssima. Muito prolixa, tanto que já estou - deixa ver, deve ser já a minha décima banda. Todas de faz-de-conta, naturalmente. E sempre tem uma parte de mim, lá no fundo, que realmente acredita que vai pra frente. Que a banda vai se reunir, tocar, criar. Que a gente vai conseguir marcar shows, lançar disco. Nunca aconteceu. Mas sempre que eu decido formar uma banda nova, eu penso em tudo isso. Nas pessoas dançando, nas roupas. Claro que eu sempre vou pensar nas roupas de palco - quem, afinal, não adoraria se vestir como um rockstar 24/7? Eu gostaria, desde os doze anos. Desde as Spice Girls, eu quero ter uma banda. Porque parece divertido, naturalmente. Mas também para poder usar roupas esquisitas sem ninguém achar muito estranho, ou pelo menos sem ninguém pra me cutucar e perguntar o que é isso que estou usando.
Então, essa nova banda. Vai ter até serrote, ou melhor, ventinhos. E eu vou cantar. E a gente vai fazer dancinhas, usar roupas estranhas, tocar ao vivo para pessoas desconhecidas e lançar álbum. Claro. Ela se chama Os Camafeus, por enquanto.
Então, essa nova banda. Vai ter até serrote, ou melhor, ventinhos. E eu vou cantar. E a gente vai fazer dancinhas, usar roupas estranhas, tocar ao vivo para pessoas desconhecidas e lançar álbum. Claro. Ela se chama Os Camafeus, por enquanto.
sábado, 26 de abril de 2008
A Garota que Vive no Céu de Diamantes
Era uma vez uma menina. Era uma vez à uma da manhã. Era uma vez uma menina à uma da manhã, em casa, tomando banho e pensando na vida, pensando se queria ou não continuar, pensando no que fazer e uma vozinha gritando cantarolando na sua cabeça qu'est-ce que je fais, je sais pas quoi fais. E então resolveu que já que estava ali e o carro estava fácil, o melhor a fazer era mesmo dar o fora, saír de casa, fugir daquela noite que se transformaria fatalmente numa ressaca cabulosa na manhã seguinte. Fugir da solidão tão óbvia, fugir daquela metade da garrafa de vodka barata escondida no armário do banheiro. E então a menina saiu, pesou o carro e foi. E do caminho falou com um amigo, e passou no bar e encontrou mais amigos, e foi para o lugar bonito e lá tomou cerveja, e tomou cerveja, e tomou vodka com gelo e tomou mais cerveja. E encontrou um amigo das camisas e gravatas de bolinhas. E depois fugiu de caras que afinal não eram diretos mas que também indiretos não eram, e lá dançou quase nada, e ouviu, e acabou que esqueceu da vida, e viveu. Conheceu o moço que vive de literatura e quase se apaixonou (pelo menos pela idéia, não se pode negar). E fugiu do outro que dormiu com a cerveja na mão (mas que quando ela foi tentar tirar, pra ele não derrubar, acabou acordando - do tipo acordo mas não perco a garrafa, e derrubá-la, jamais).
E conheceu o moço do cabelo estranho, mas da camisa bonita. E eles conversaram no balcão e ele se assustou com a vodka pura dela, e ela mockingbird, e ele bom moço, até que a beijou e ela estava só esperando e disse isso pra ele, que ele demorou e ele riu e disse que era tímido, ela respondeu com uma risada. E eles foram para a casa da menina ali perto, ali no centro, e no caminho ele achou que ela tinha frio e colocou seu casaco sobre os ombros dela, e lá eles sentaram no sofá e começaram a beber mais e se trancaram no banheiro e treparam e ela não só gostou da trepada como achou divertidíssimo trepar com um semi-desconhecido no banheiro da casa de uma desconhecida, e eles voltaram para a rua e ele chamava ela de amor todo o caminho desde a ida até a volta, e ela achou bonitinho mas estranho mas afinal deve ser uma coisa de gente do sul do país, sei lá, ele não é daqui, deve ser isso. E se despediram e o amigo dele que até ali parecia ok deu uma de mané e ela acabou tendo que da carona para a mocinha bêbada e sonada que ele pegou, mas foi tudo bem porque estava tão ensolarado e ela estava de bom humor (por causa do sexo, provavelmente) e surpreendentemente não se perdeu na volta.
E estava tão de bom humor quando estava voltando pra casa que pensou nos outros mocinhos mas sem muito esforço, deu uma volta no quarteirão, e depois passou na padaria e comprou pãezinhos. E bateu na árvore do estacionamento da padaria e disse ops acho que bati na sua árvore (sendo o 'acho' um discreto eufemismo, depois daquele >plec< que fez a batida), mas ninguém reclamou e ela se sentiu feliz e satisfeita por estar bêbada e voltou para casa e para a realidade e concluiu que gostava de viver e que realmente valeu bem mais a pena saír do que dormir no chão do banheiro abraçada com a garrafa de vodka barata. E de quebra conheceu uma bandinha nova, porque todo mundo tem uma banda e é muito muito difícil não pegar um guitarrista (músico em geral, mas guitarrista é mais difícil ainda). E agora ela voltou a sonhar e continua bêbada e feliz e está cansada e vai deixar pra descansar depois porque agora a vida é boa e não vale a pena desligar. E viveram felizes para sempre.
E conheceu o moço do cabelo estranho, mas da camisa bonita. E eles conversaram no balcão e ele se assustou com a vodka pura dela, e ela mockingbird, e ele bom moço, até que a beijou e ela estava só esperando e disse isso pra ele, que ele demorou e ele riu e disse que era tímido, ela respondeu com uma risada. E eles foram para a casa da menina ali perto, ali no centro, e no caminho ele achou que ela tinha frio e colocou seu casaco sobre os ombros dela, e lá eles sentaram no sofá e começaram a beber mais e se trancaram no banheiro e treparam e ela não só gostou da trepada como achou divertidíssimo trepar com um semi-desconhecido no banheiro da casa de uma desconhecida, e eles voltaram para a rua e ele chamava ela de amor todo o caminho desde a ida até a volta, e ela achou bonitinho mas estranho mas afinal deve ser uma coisa de gente do sul do país, sei lá, ele não é daqui, deve ser isso. E se despediram e o amigo dele que até ali parecia ok deu uma de mané e ela acabou tendo que da carona para a mocinha bêbada e sonada que ele pegou, mas foi tudo bem porque estava tão ensolarado e ela estava de bom humor (por causa do sexo, provavelmente) e surpreendentemente não se perdeu na volta.
E estava tão de bom humor quando estava voltando pra casa que pensou nos outros mocinhos mas sem muito esforço, deu uma volta no quarteirão, e depois passou na padaria e comprou pãezinhos. E bateu na árvore do estacionamento da padaria e disse ops acho que bati na sua árvore (sendo o 'acho' um discreto eufemismo, depois daquele >plec< que fez a batida), mas ninguém reclamou e ela se sentiu feliz e satisfeita por estar bêbada e voltou para casa e para a realidade e concluiu que gostava de viver e que realmente valeu bem mais a pena saír do que dormir no chão do banheiro abraçada com a garrafa de vodka barata. E de quebra conheceu uma bandinha nova, porque todo mundo tem uma banda e é muito muito difícil não pegar um guitarrista (músico em geral, mas guitarrista é mais difícil ainda). E agora ela voltou a sonhar e continua bêbada e feliz e está cansada e vai deixar pra descansar depois porque agora a vida é boa e não vale a pena desligar. E viveram felizes para sempre.
terça-feira, 15 de abril de 2008
E Foi Dada a Largada
E eu começo mais um blog. Mais um. Pensando no quanto seria ótimo se eu conseguisse escrever coisas minimamente decentes e com certa regularidade, e que então eu poderia tramar maquinações mil para que as pessoas lessem as tais coisas. Seria realmente inacreditável. Criei agora esse blog porque não lembro e não estou com paciência para lembrar da senha (e para falar a verdade do login também) do meu outro blog. Nem vou escrever o endereço aqui, que não vale a pena. Agora, novas aventuras. Blog novo, vida nova (nossa, que triste). Mais um blog. E Eu assino Penélope Alcoólatra porque cheguei à conclusão de que faz sentido. Eu sou menina, menininha. Sou pequena, quase fofinha até (não fosse esse piercing na fuça..). E alcoólatra (dizem. mas não é verdade. não). É o bonitinho e o punk rock, mas sem soar emo, por favor. E começa aqui.
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