Então. Eu sou uma grande música, inspiradíssima. Muito prolixa, tanto que já estou - deixa ver, deve ser já a minha décima banda. Todas de faz-de-conta, naturalmente. E sempre tem uma parte de mim, lá no fundo, que realmente acredita que vai pra frente. Que a banda vai se reunir, tocar, criar. Que a gente vai conseguir marcar shows, lançar disco. Nunca aconteceu. Mas sempre que eu decido formar uma banda nova, eu penso em tudo isso. Nas pessoas dançando, nas roupas. Claro que eu sempre vou pensar nas roupas de palco - quem, afinal, não adoraria se vestir como um rockstar 24/7? Eu gostaria, desde os doze anos. Desde as Spice Girls, eu quero ter uma banda. Porque parece divertido, naturalmente. Mas também para poder usar roupas esquisitas sem ninguém achar muito estranho, ou pelo menos sem ninguém pra me cutucar e perguntar o que é isso que estou usando.
Então, essa nova banda. Vai ter até serrote, ou melhor, ventinhos. E eu vou cantar. E a gente vai fazer dancinhas, usar roupas estranhas, tocar ao vivo para pessoas desconhecidas e lançar álbum. Claro. Ela se chama Os Camafeus, por enquanto.
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