Amanheceu uma manhã ótima. Super ensolarada. Ma-ra-vi-lho-sa. De dar raiva. Muita raiva. chega a dar ódio. Porque ontem estava tão frio e ruim, e então entramos nesse humor frio e ruim, e agora super gostoso. Não é o que esperava, puta frustração. Dirigindo de volta às 9 da manhã, bêbada. Ensolarado, os olhos quase grudando. Sorte que estou me tornando uma mulher forte o suficiente pra falar na cara (ou pelo menos bêbada o suficiente): não, cara, agora eu vou pra minha casa, sozinha, sofrer um pouco. Depois você me liga se quiser. Anotaí meu telefone.
E é muito verdade que os homens estão se tornando menininhas. E eu dando de cara com o poste, tudo bem, é o álcool. Tá, mais ou menos tudo bem. Mas de qualquer forma, os homens menininhas. Tipo dois convites pra "ficar em casa assistindo filme nesse tempo ruim". Ótimo, adoro. Mas talvez agora eu queira ficar em casa assistindo filme nesse tempo ruim sozinha. Ou pintar. Não quero ser esnobe, nem cruel nem nada. Mas o negócio é que os homens super menininhas. E eu vou realmente me interessar só pelos que não estão nem aí, lógico.
Mas agora tem o sol, o maldito sol, gostoso. Sol de outono, o friozinho e o sol. Bom pra beber vinho debaixo do cobertor (e então eu vou lembrar do ex/alcoólatra, lógico). Não sei o que quero. Na real, sei. Mas adoraria querer não querer o que eu quero, e querer o que eles querem e curtir. Mas..
Penélope Alcoólatra, chorando suas pitangas. Estou tão feliz com a minha recém-adquirida liberdade. De saír, ir pra onde eu quiser, sozinha, na hora em que eu quiser. Conhecer pessoas, dizer que quero ir pra casa e ir, sofrer, sozinha (na verdade nem é tão sofrimento; é mais maneira de dizer). A liberdade. Aprendendo a ser livre, usufruir da minha liberdade. É realmente legal.
Nossa, é verdade. Talvez eu seja mesmo meio alcoólatra. Mas é ok. Bêbada e feliz, às quase 10 da manhã, depois de viver um pouco, e continuando a viver, mais e mais. É.
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