Eu e as minhas pitangas. Pobres das meninas, forçadas a ouvir minhas lamúrias intermináveis, repetitivas. Tudo poderia ter sido resumido em três frases. Pobre do moço do pastel, acho que ele ficou com pena. Sentiu meu drama e me deu pastel de vento pra me fazer calar a boca. Toda noite é legal e divertida, mas toda noite tem que ter algum acontecimento do qual eu me arrependo (ou não seria eu). E devo confessar que dessa vez foram as minhas pitangas.
E o pior é que é irônico. Um moço que partiu meu coração disse que eu pensava demais. E eu não tinha pensado nisso até aquele momento, mas depois comecei a pensar e é verdade: eu penso demais. Penso demais nas minhas pitangas, e me esqueço de viver. Porque não dá pra pensar e viver ao mesmo tempo. Dá pra viver e ter idéias. Mas não pensar, pensamento linear, como eu penso nas pitangas. Não.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário