Tem cada coisa besta que a gente vive. Tudo bem, eu já sabia. Mas só fui descobrir de verdade hoje, o quanto, dirigindo na saída do lugar bonito, no caminho de deixar a amiga na liberdade. Descobri que o que eu escrevi é verdade. Que eu estou mesmo ficando louca, que (como eu já sabia mas não queria admitir), eu não estava mesmo pronta. Que babe, por você eu topo qualquer coisa. Se você quiser só se divertir, ótimo. Era a idéia. Mas eu sei que você não quer, que quer fingir que é um cara sério, então, babe, tá bom pra mim. Eu posso tentar ser uma garota séria. E eu sou mesmo uma menina, uma menininha demais que não sabe bem o que quer. Mas eu sei que eu quero você. E isso é mais ou menos a maior declaração de amor que você já ouviu na sua vida. Só que você não ouviu..
Então estou aqui amargurando, solitária. Quase voltei lá hoje, às 5 e meia da manhã, pra ver se por acaso você não estava parado lá na frente. Meu plano era estacionar o carro em qualquer lugar, saltar, mergulhar. E te dizer oi. E depois não sei, mas era isso. Porque eu sou menina demais, a mina louca da balada, imagino, e é isso o que nós, meninas demais loucas da balada, fazemos. Nós babamos e ficamos de quatro. Nós pensamos em voltar atrás e ver se você não estava lá parado solitário.
Mas essa noite você não estava solitário, estava obstinado. Nem me viu, ou fingiu não me ver. Porque eu sou só uma menina que não sabe o que quer. Mas na real, babe, eu topo o que você quiser.
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Um comentário:
que bonito mona.. whos the lucky one?
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