segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Voltei 4 anos no tempo. Ótimo. Era tudo o que eu queria. Merda.

sábado, 13 de setembro de 2008

Morfina

É difícil ficar de pé. Ando pela casa, o corpo dobrado delicadamente em dois. Minha barriga dói, meu coração dói. A ressaca bate e sinto ânsia de vômito, mas não por causa do álcool que eu bebi. Pelas pitangas que eu tive que engolir na noite passada, por todas as pitangas que eu chorei, por esse encosto que não me sai de perto nunca, nunca, nunca.
Essa manhã de sábado tem o cheiro pior do que as minhas velhas manhãs de terça. Essa manhã de sábado tem gosto de morte. Talvez eu não devesse ter parado no segundo Jack. Talvez eu devesse ter continuado, sempre em frente, até não sentir mais nada. Mas na verdade eu sei que o que eu preciso mesmo é morfina.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Mentira

CookSensor é uma mentira no meu microondas, mentira! Aposto que ele não sente nada, nada, nada. Que nem eu.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Fine.

Na verdade não está tudo bem. It's not fine. It's always fine, but really, it's never fine. Não está tudo bem. Porque você vem e me diz da outra garota que você pode escolher e depois some. A garota do histórico longo e conturbado. Aposto que foi ela que te deu um pé. Mesmo que você tenha concordado na hora. E agora que ela te liga na tarde de domingo, você me diz que está confuso, que precisa pensar. Que gostou de mim mas que sua cabeça roda. Não existe resposta certa. Não existe a pessoa do seu destino. Você faz o seu destino.

E eu sei que você sempre pode escolher a outra. Todo mundo sempre pode escolher a outra, e eu também tenho as minhas perturbações. Mas eu já resolvi esse problema, no fim de semana passado. Eu dormi na casa dele e descobri que já chega, que eu não aguento mais. E ele também já não aguentava mais. Eu espero.

Mas você vem e me conta da menina do histórico. A temida ex-namorada de sempre. E bem quando eu tinha escolhido você. Mesmo que só tenham sido duas vezes, mesmo que já faça bastante tempo (porque três semanas são bastante tempo). Mesmo que a gente more longe, e que você queira colocar nomes esquisitos nos seus filhos. Mesmo que você fale de filhos e de Córdoba e dessas coisas meio assustadoras nas quais a gente supostamente não deveria pensar quando acaba de conhecer alguém.

E daí eu fico aqui sozinha sem ouvir de você, me sentindo realmente idiota por ainda pensar em você. Fico pensando se eu deveria lutar, mas lutar por o quê? Pela possibilidade de te conhecer? Pelo que pode ser? Parece estúpido. Parece estúpido mas eu não consigo pensar em outra coisa.

Porque foram duas vezes legais. Porque você resmunga. Porque você é chato e então eu posso ser chata e nós podemos ser livres. Porque você gosta de ler. Porque você escreve. Porque no final das contas nós dois queremos fazer arte. Porque eu tive essa sensação de que você pensa e sente como eu, e eu preciso saber se isso é verdade. Porque você ficou uma hora comigo esperando o ônibus. Porque você é bonito. Porque eu me diverti. Porque eu ainda lembro do sol batendo na sua cara quando você saiu da minha casa naquela manhã de domingo.

Mas você pode escolher a outra. E eu sei que você sempre pode escolher a outra, seja quem ela for, seja quem você for. Só que normalmente a gente não pensa nisso, na outra. Em todas as outras do universo. E agora isso é uma possibilidade real e eu penso nela. E isso me faz sentir realmente idiota, porque eu sinto falta de falar com você. Eu sinto falta daquilo que ainda não aconteceu de verdade. Merda.