Na verdade não está tudo bem. It's not fine. It's always fine, but really, it's never fine. Não está tudo bem. Porque você vem e me diz da outra garota que você pode escolher e depois some. A garota do histórico longo e conturbado. Aposto que foi ela que te deu um pé. Mesmo que você tenha concordado na hora. E agora que ela te liga na tarde de domingo, você me diz que está confuso, que precisa pensar. Que gostou de mim mas que sua cabeça roda. Não existe resposta certa. Não existe a pessoa do seu destino. Você faz o seu destino.
E eu sei que você sempre pode escolher a outra. Todo mundo sempre pode escolher a outra, e eu também tenho as minhas perturbações. Mas eu já resolvi esse problema, no fim de semana passado. Eu dormi na casa dele e descobri que já chega, que eu não aguento mais. E ele também já não aguentava mais. Eu espero.
Mas você vem e me conta da menina do histórico. A temida ex-namorada de sempre. E bem quando eu tinha escolhido você. Mesmo que só tenham sido duas vezes, mesmo que já faça bastante tempo (porque três semanas são bastante tempo). Mesmo que a gente more longe, e que você queira colocar nomes esquisitos nos seus filhos. Mesmo que você fale de filhos e de Córdoba e dessas coisas meio assustadoras nas quais a gente supostamente não deveria pensar quando acaba de conhecer alguém.
E daí eu fico aqui sozinha sem ouvir de você, me sentindo realmente idiota por ainda pensar em você. Fico pensando se eu deveria lutar, mas lutar por o quê? Pela possibilidade de te conhecer? Pelo que pode ser? Parece estúpido. Parece estúpido mas eu não consigo pensar em outra coisa.
Porque foram duas vezes legais. Porque você resmunga. Porque você é chato e então eu posso ser chata e nós podemos ser livres. Porque você gosta de ler. Porque você escreve. Porque no final das contas nós dois queremos fazer arte. Porque eu tive essa sensação de que você pensa e sente como eu, e eu preciso saber se isso é verdade. Porque você ficou uma hora comigo esperando o ônibus. Porque você é bonito. Porque eu me diverti. Porque eu ainda lembro do sol batendo na sua cara quando você saiu da minha casa naquela manhã de domingo.
Mas você pode escolher a outra. E eu sei que você sempre pode escolher a outra, seja quem ela for, seja quem você for. Só que normalmente a gente não pensa nisso, na outra. Em todas as outras do universo. E agora isso é uma possibilidade real e eu penso nela. E isso me faz sentir realmente idiota, porque eu sinto falta de falar com você. Eu sinto falta daquilo que ainda não aconteceu de verdade. Merda.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
a vida é mesmo difícil. pero otra vida - por enquanto - no hay.
vamos viver essa então.
a gente cansa dessa história de quem não tem cão caça com gato. e a gente quer os cães, eu sei. mas vamos viver que, de repente, um gato vira um cão.
e a gente vai sair por aí feliz, latindo.
Postar um comentário