quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ha Ha Ha

Porque me sentir bem é a melhor coisa numa manhã ensolarada. E uma pequena provocaçãozinha não faz mal a ninguém. Não faz mal a mim, pelo menos. Hahaha. Feeling good about myself, indeed, babe.
Meu amigo Jack me ajudou. Minha coragem me ajudou. Aquela merda que eu disee que queria longe para sempre me ajudou. Yeah, babe. Every little thing is indeed alright. Porque eu sofro as minhas pitangas, beleza. Mas depois de um tempo, depois de uma certa quantidade de substâncias no sangue também, nada faz mais diferença. E você fica livre para, uhm, vamos limpar a garganta e pensar melhor, mas não, não tem jeito. Você fica livre para zoar as pessoas. Miss mockery. I got me a mockingbird, mocking bird, mockingbird. I got me a mockingbird, she mocked me all night long. É, essa sou eu. Mocking bird. Feliz da vida por ter sido forte o suficiente. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Porque o filho da puta começou a noite pitangando da falta de amores dele. E eu acabei a noite dizendo hahaha. Porque agora eu sei que eu posso ser só uma menininha, e com orgulho porque é isso mesmo e é a única forma e é assim que tem que ser. E eu sei que você, por mais que tente esconder, é só um menino também. Um menino comum, que tem os seus heróis e etc. hahaha. Agora eu sei o seu segredo de morte. E eu descobri sozinha. E eu me sinto tão bem...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Negação

Acordada às 4:30 da manhã, doente, morrendo. Todo o frio e a dor e o enjôo, essa náusea que nunca vai embora realmente e que talvez, no fundo, seja culpa minha e de mais ninguém. Morrendo, às quatro e meia da manhã sozinha. Em casa, cuidando para não fazer barulho, um pouco difícil com toda a tosse e o tédio.
Não consigo mais dormir durante a noite, é uma merda, e meu nariz escorre. E é lógico que tem a ver com Bukowski, é lógico. Que me faz mal mas também me consola um pouco, quer dizer, pode ser uma merda pra todo mundo.
E então nada faz muito sentido, que é que eu estou fazendo aqui? Às vezes parece que todas as possibilidades mais remotas de algum dia me sentir feliz e em paz não existem mais (mas acreditar realmente nisso seria a morte). E não existem tantas opções. Trabalhar, me conformar, me anestesiar ainda mais (e cada agulhada que mais tarde provocará essa anestesia antes provoca uma dor do cacete e me arranca um pedacinho da pele. Vou acabar com feridas ainda mais feias e pútridas do que aquelas que eu tenho no couro cabeludo). Ou posso morrer como uma hippie rebelde, uma sonhadora que nunca cresceu (essa infantilidade que com o tempo se torna imbecilidade), e ser enterrada como uma louca, e qual terá sido a diferença então?
Mas o negócio é que eu sei que no fundo estou me esquecendo da coisa mais importante, mas afinal eu nunca me esqueço disso. E é por isso mesmo que eu me fodo. Sempre.